Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

O Corpo Femenino

 

Não importa quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber o seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor ideia de qual seja o seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. 

Não nos importa quanto medem em centímetros, é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideiais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femeninas... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se torna numa fracção de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam mulheres e com elas competem. Suas modas são rectas e sem forma e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi iventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada basta a nossa.

Os cabelos, quanto mais tratados, melhor. As saias foram iventadas para mostrar as suas magnificas pernas... Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam connosco? 

Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim.

Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sotão. É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranquila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. Porque nunca terão uma referência objectiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem fiacrem psicóticas que podem entrar no mesmo  vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, a qual entre na roupa que usou aos 18, ou tem problemas de desnvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir a vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que come quando tem de comer, come com vontade (a dieta virá em Setembro, não antes), quando tem de fazer dieta, faz com vontade (sem sabotagem e sem sofrer), quando tem intimidade com o parceiro, tem com vontade, quando tem de comprar algo que goste, compra, quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de esterias não lhes tiram a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos "em formol" nem em spa... viveram!!!

O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de esterias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.

Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto.

 

Paulo Coelho

 

 

publicado por blogdayana às 08:25
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